sábado, 2 de maio de 2020

TEMPO DE PARTIR


 


Faz mais de uma década que Jenna Metcalf não consegue parar de pensar em sua mãe, Alice, desaparecida em circunstâncias misteriosas logo após um trágico acidente. Jenna se recusa a acreditar que a mãe a abandonaria e continua buscando pistas on-line e nas páginas de seus antigos diários. Alice era uma cientista que pesquisava o sofrimento entre os elefantes e, nos diários, escrevia basicamente sobre esses animais que tanto amava, mas Jenna tem esperança de encontrar alguma pista sobre seu paradeiro.

Desesperada por respostas, ela convoca dois improváveis aliados: uma médium famosa por encontrar pessoas desaparecidas e o detetive que investigou originalmente o caso de Alice, assim como a estranha morte de uma das colegas dela.
Conforme trabalham para tentar descobrir o que realmente aconteceu com Alice, percebem que, ao fazer perguntas difíceis, terão respostas ainda mais duras. E, à medida que as memórias de Jenna se encaixam com os eventos dos diários de sua mãe, a história se encaminha para um hipnotizante desfecho.




 
Este livro caiu em minhas mãos indicado por uma amiga que ama ler. A sinopse, aliada à beleza da capa, despertaram de imediato o meu interesse. (Sim, eu amo capas.)
E foi assim o meu primeiro encontro com Jodi Picoult.


A história é narrada por quatro personagens em tempos diferentes- Jenna, Alice, Serenity e Virgil - nos permitindo a cada capitulo compreender melhor a sequencia de acontecimentos até chegarmos ao desfecho final da trama.



Guardar um segredo nem sempre é mentir, às vezes é proteger a pessoa que você ama.”


Ao intercalar diálogos divertidos com momentos mais sérios, o ritmo da escrita de Jodi mantém a curiosidade do leitor à medida que a história se desenrola, sendo impossível largar a leitura.

Jenna é uma menina de 13 anos que foi criada pela avó materna desde os 3. Quando sua mãe desapareceu e seu pai foi internado em uma clinica psiquiátrica.  Com uma sensação de abandono que a acompanha desde então,  ela procura nos diários de sua mãe tentar conhecê-la um pouco melhor e encontrar uma pista para o seu desaparecimento. Em busca de respostas- e principalmente de amor- ela mergulha nos acontecimentos do passado para poder seguir em frente.

Vale ressaltar que, em alguns momentos, pequenas atitudes e comportamentos são incompatíveis com uma garotinha de sua idade, mas isso foi devidamente explicado no decorrer do livro, desfazendo o mal-estar.

Ao iniciar, eu contava com o mistério, esperava encontrar uma aventura e  torci muito pelo reencontro entre mãe e filha.

Mas, o que eu não poderia imaginar - e o que mais me surpreendeu - foi que, por trás dessa procura desesperada em busca de respostas....eu seria surpreendida com uma história paralela tão ou mais apaixonante.

Nos diários de Alice – uma pesquisadora de elefantes- somos capturados pela vida selvagem e compartilhamos com ela os momentos mais sensíveis e emocionantes da narrativa.

“Os elefantes não esquecem”

E nem nós conseguimos esquecer a majestosa ternura deles. Através do olhar amoroso de Alice, conhecemos Maura, Syrah, Hester e com elas aprendemos sobre o amor e dor, sobre cuidado, maternidade, pertencimento, sobrevivência e empatia.  Somos convidados e entrar em um mundo distante, mas cheio de similaridades com o nosso.

É impossível não se apaixonar.


Ela sabia agir como mãe sem ter a responsabilidade real até que estivesse pronta. Mas, quando não há uma família para ensinar uma jovem fêmea a criar seu próprio filhote, as coisas podem sair terrivelmente errado.”


Uma linda metáfora ressaltando a importância de aprendermos com os nossos iguais. Me lembrou de uma frase que escutei de uma sábia professora: Uma mãe não nasce necessariamente quando um filho nasce. Ela não nasce sabendo, ela aprende a ser.

E assim é na vida.
O melhor aprendizado é o exemplo.
 
Um livro que evidencia a  excelente pesquisa de conteúdo, além de reforçar a importância dos vínculos e a força do coletivo.

Gostei muito e recomendo a leitura.
 

Ana Paula




 
 
 

 
 


 

Nenhum comentário:

Postar um comentário