segunda-feira, 7 de maio de 2018

A GAROTA NO TREM

A Garota No Trem


Alguns relacionamentos são letais.

Este é o segundo livro que leio de Paula Hawkins em que se repete o mesmo ritmo e drama psicológico envolvendo casais. O tom da narrativa é tenso, não linear e de um mistério que vai se desenrolando à medida que a leitura avança, prendendo a atenção até a última página. Culminando com um desfecho improvável e bastante criativo.

 É uma história de amor, traição, manipulação e suspense contada, em capítulos alternados, por três mulheres ao mesmo tempo. Cada uma através de seu ponto de vista: Anna, Maggie e Rachel- a personagem título.

Rachel é uma mulher desempregada, separada, dependente do álcool e totalmente desiludida que ao passar de trem todos os dias em frente aos seu antigo bairro, começa a idealizar histórias em especial para um casal, que ela considera terem “a vida perfeita”. Na sua imaginação, ela cria nomes, situações e profissões, imagina comportamentos....apenas por observá-los diariamente e à distancia.

Um dia esta mulher desaparece e Rachel se vê envolvida na investigação, confrontando a fantasia e a realidade de tudo aquilo em que ela acreditava, inclusive de sua própria vida.
Por vezes a narrativa se torna confusa e angustiante, por não ter uma diferenciação clara evidenciando as três, torna-se de difícil distinção. Para quem aprecia o gênero é um thriller muito inteligente e bem desenvolvido, com doses certas de suspense e uma forte construção psicológica dos personagens. Em alguns momentos a ansiedade é tão grande que dá vontade de parar de ler.... mas é impossível largar. 
 
É inquietante....

”Em que momento um ser humano se torna vulnerável a ponto de duvidar de si mesmo e acreditar no outro?”

 “Quanto da nossa loucura é realmente nossa?” 

Alguns relacionamentos são letais, mas precisam de distanciamento para que possam ser vistos como realmente são.  Este é o tema central abordado aqui nesta obra de Paula Hawkins.

As pessoas não são o que parecem....nem mesmo as que pensamos conhecer.

Metaforicamente ou não.

Boa leitura!!

 Bjs Ana Paula

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